São João da Cruz

 

 

Nasceu em 1542, em data desconhecida, na vila de Fontíveros (Ávila. A família constava de Pais e três irmãos. Pobres, mas felizes. A morte prematura do pai lança-os na miséria. Talvez tenha sido a moldura apropriada para a grande figura de místico e asceta que Deus queria oferecer ao mundo. Aos 21 anos ingressou na Ordem Carmelita. Terminado os estudos, foi ordenado sacerdote, em Salamanca, em julho de 1567. Nesse mesmo ano, verificou-se o histórico encontro com Teresa de Jesus. Ela, que procurava alguém para começar a reforma entre os Padres, percebeu o valor daquele jovem e conseguiu conquistá-lo. Em 28 de novembro de 1568, já inaugurava ele, com mais dois companheiros, em Duruelo, o primeiro convento de padres Carmelitas Descaços. Note-se: na mais rigorosa pobreza. Desempenhou cargos importantes, mas também sofreu muito. Fez jus ao seu nome, o grande amigo e cantor do sofrimento. "Sua personalidade​ vigorosa é fruto de uma profunda e harmoniosa unidade de qualidades humanas e espirituais. A aquisição realista da santidade confere suprema unidade e coerência à sua vida e à sua doutrina". Escreveu bastante. Mas, para ele, escrever também é tarefa de santificação própria e alheia. Só pretendeu o proveito espiritual do restrito número de pessoas a quem se dirigia, pois não visava ser profissional da pena. Escreveu quase sempre a pedido de outrem. Suas principais obras são: Subida do Monte Carmelo; Noite Escura; Cantico Espiritual; Viva Chama de Amor. Suas cartas foram poucas e algumas se perderam e algumas poesias...

Faleceu em Ubeda, às 24h de 13 para 14 de dezembro de 1591.

Santa Teresa diz: Não encontrei outro que como ele tanto afervore no caminho do céu. É muito espiritual e de grande experiência e letras. É um grande tesouro este santo".